Ligue-se à APES através das redes sociais
facebook
linkedin
twitter
  • HOME
  • APES
    • Objetivos e Enquadramento
    • Estatutos
    • Relatórios de atividades e de Contas
    • Órgãos Sociais
    • Programa da Direção
    • Comité de Investigadores em Início de Carreira
    • Associações Internacionais
  • ATIVIDADES
    • Conferências APES
      • 19.ª Conferência Nacional de Economia da Saúde
    • Workshops APES
      • 11.º Workshop APES: Economia e Política de Saúde
    • Prémios & Bolsas
    • Cursos & Formações
      • Formação Académica
    • Seminários & Investigação
    • Debates & Iniciativas
  • ASSOCIADOS
    • Associados Institucionais e Parcerias
  • COMUNICAÇÃO
    • Agenda APES
    • Notícias
    • Newsletter
    • Artigos de Opinião
  • CONTATOS

COVID-19: Como pode a economia da saúde ajudar a melhorar a tomada de decisão em saúde em Portugal?

15 Maio, 2020
by Luís Filipe
APES #COVID19PT
Comments are off

Com a emergência inesperada da pandemia COVID-19, o debate público sobre a política da saúde tem sido dominado pela monitorização, controlo e resposta imediata aos doentes COVID-19 e pela resposta económica de curto prazo, sendo necessário preparar, à luz da informação atual, o serviço nacional de saúde português para uma fase prolongada de COVID-19 e para uma fase de pós-COVID.

Enquanto que muito se tem discutido sobre o papel dos epidemiologistas, menos se tem dito sobre como outras áreas do conhecimento como a economia da saúde podem contribuir para uma tomada de decisão informada pelo governo e autoridades de saúde.

Centrando-se a economia da saúde na geração de conhecimento e de ferramentas para informar como melhorar a afetação de recursos escassos a fins múltiplos do sistema de saúde, existem oportunidades para os economistas de saúde ajudarem a moldar as atuais e futuras mudanças.

Não pretendendo ser nem exaustiva nem detalhada sobre estas oportunidades, apresenta-se um conjunto de áreas onde os economistas da saúde podem assumir um papel chave no atual contexto, liderando equipas multidisciplinares com valências, perspetivas e métodos complementares:

Ao nível das políticas de saúde, afigura-se como central desenvolver estudos sobre as preferências e escolhas sociais dos portugueses – nomeadamente face à relevância de objetivos económicos, de promoção de saúde e de ambientes saudáveis e de sustentabilidade – de forma a informar o desenho e avaliação de políticas. Face à emergência de estudos que mostram que a crise está a afetar desproporcionalmente grupos vulneráveis e com baixo rendimento, importa refletir sobre que políticas em saúde, e para a saúde, têm maior potencial para ajudar estes grupos.

Ao nível do planeamento de cuidados de saúde, é relevante a economia de saúde investigar como redesenhar no atual contexto as redes de prestadores e de serviços que incluem os cuidados de saúde primários, hospitalares, cuidados continuados e linhas telefónicas de saúde. Este redesenho deve considerar a existência dos doentes COVID-19 e não COVID-19, a adoção de novas tecnologias de tele-saúde e saúde eletrónica, alterações nos percursos clínicos dos doentes alinhados com a promoção do valor em saúde, e mecanismos de colaboração. A este redesenho de redes deve estar associado o estudo de sistemas de incentivos e de financiamento que promovam essa colaboração e uma adequada coordenação entre entidades.

Ao nível da gestão de cuidados de saúde, tendo em conta o adiamento recente de uma elevada quantidade de produção programada a vários níveis de prestação, será necessário desenvolver estudos para analisar globalmente e localmente as necessidades, priorizar serviços e doentes, criar métodos de apoio ao planeamento e reescalonamento de serviços, assim como estudar preços para apoiar a tomada de decisão central e local e o uso combinado dos prestadores públicas e privados.

Sabendo-se que muitas instituições aumentaram o ritmo de adoção de novas tecnologias e de intervenções em saúde (p.e. tele-saúde), alteraram processos de prestação e estão a prestar novos serviços de saúde, estudos de avaliação económica são essenciais para se perceber os benefícios, riscos e custos destas tecnologias e intervenções, e para o sistema aprender com a experiência e promover a réplica de boas práticas.

Conhecendo-se deficiências na informação disponível para apoiar a tomada de decisão, os economistas da saúde poderão ter um contributo na melhoria e desenho de novos sistemas de informação. A título de exemplo, sistemas para monitorizar e analisar periodicamente a evolução da saúde mental, a qualidade de vida em múltiplos contextos, e o mercado de trabalho em saúde são essenciais para melhorar o sistema de saúde e desenvolver investigação.

Por último, sabendo-se que na evolução da COVID-19 é central o comportamento das pessoas, pode a economia da saúde desenvolver estudos de economia experimental e comportamental para informar os modelos de previsão do impacto da pandemia e o impacto de políticas.

Estas e muitas outras áreas de investigação são essenciais para a comunidade de economia da saúde portuguesa continuar o seu legado histórico de promoção de valores sociais e de saúde, e de influenciar com base na ciência e evidência a política de saúde em Portugal.

 

Mónica Oliveira

Departamento de Engenharia e Gestão / Centro de Estudos de Gestão do IST

Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa

Autor
Partilha nas Redes Sociais

Destaques

Patrocinadores 11.º Workshop APES
29 Jul, 2026
Opinião ”Importar um Preço que Sobe: a Política de Preços de Medicamentos Most Favored Nation" | Pedro Pita Barros, Giovanni Righetti e Luís Sá
09 Jul, 2026
Atualização da Parceria APES E NIPE
14 Mai, 2026
Opinião ”Quanto custa o medo das crianças ao SNS? O impacto invisível da ansiedade pré-operatória na eficiência do sistema | Inês Esteves
13 Mai, 2026
Opinião ”O custo da desintegração no SNS: coordenação de cuidados como imperativo de desempenho” | Francisco Madeira
22 Abr, 2026
Logótipo APES

Contatos APES

Associação Portuguesa de Economia da Saúde

Escola Nac. de Saúde Pública - UNL,
Av. Padre Cruz, 1600-560 Lisboa

apes@apes.pt
Enviar Mensagem

2015 Copyright | Todos os Direitos Reservados | Associação Portuguesa de Economia da Saúde (APES)
www.UnoWork.pt | Serviços Integrados