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Cuidar dos nossos pais e avós em tempos de COVID

17 Abril, 2020
by Luís Filipe
APES #COVID19PT
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Fotografia de Alex Boyd no Unsplash

Em véspera de Páscoa, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, referiu que os contactos das pessoas mais velhas deverão permanecer limitados pelo menos até ao fim do ano. Este grupo é particularmente vulnerável e, até termos uma vacina, o isolamento é a melhor forma de proteger os indivíduos (do vírus).

Desta triste realidade ressaltam pelo menos duas angústias. Em primeiro lugar, e volto a frisar, o isolamento é a melhor forma de proteger os indivíduos do vírus. No entanto, o isolamento e a solidão andam muitas vezes de mão dada. A solidão, sobretudo entre os mais velhos, também é um problema de saúde pública que provavelmente se vai agravar ao longo dos próximos tempos. E a solidão é um importante fator de risco para morbidade, quer física quer psicológica, levando ao aumento de sintomas depressivos, hipertensão, doença cardíaca, entre outros; estes, por sua vez, acabam por se refletir em pior bem-estar, maior necessidade de cuidados e eventualmente morte prematura.

Em segundo lugar, muitos entre os nossos pais e avós são dependentes da ajuda de familiares ou de profissionais com as suas atividades da vida diária. Nalguns casos essa ajuda é relativamente simples e envolve pouco contacto/risco, como irmos às compras para os nossos pais ou avós e deixar-lhes as compras à porta, mas noutros é complexa e implica um grande nível de contacto e risco, como ajudar com a higiene pessoal. O nível de risco varia ainda de acordo com quem presta ajuda: um familiar cuidador pode ser extremamente cauteloso, mantendo-se confinado ao máximo e tendo contacto apenas com o cuidando; um profissional do apoio domiciliário já representa maior risco, já que anda de casa em casa.

E quanto aos residentes em lares? É virtualmente impossível parar o contágio entre residentes e profissionais uma vez que o vírus entra numa destas instituições. De acordo com a informação disponível, a 9 de abril, cerca de 15% das mortes por COVID-19 em Portugal correspondiam a residentes em lares; a 14 de abril, essa proporção já era de cerca de um terço. Ao longo dos últimos dias e semanas vimos reportados casos como o deste lar em Aveiro, e outros igualmente dramáticos lá fora, em Madrid ou no Ontário, por exemplo. De acordo com esta análise, na Bélgica, França, Itália, Irlanda e Espanha, entre 42% e 57% de todas as mortes relacionadas com a COVID-19 correspondem a residentes em lares.

Vale a pena refletir, enquanto comunidade e país, na melhor forma de cuidar dos nossos pais e avós em tempos de COVID. Por exemplo, talvez seja necessário apertar o controlo das normas de higiene e segurança de lares e prestadores de apoio domiciliário, reforçar a formação dos profissionais dessas instituições, tornar públicos indicadores de qualidade; senão para já, então a tempo da próxima vaga ou da próxima epidemia.

Mas todos temos um papel a desempenhar. Enquanto filho/a ou neto/a, desde já telefonar mais vezes aos nossos pais e avós, e porque não tentar ensiná-los a fazer videochamadas? Se for cuidador(/a), seja duplamente cauteloso/a. E se os seus pais ou avós estiverem num lar ou receberem apoio domiciliário, seja vigilante e exigente em relação às normas de higiene e segurança. Eles merecem o nosso cuidado e atenção.

Judite Gonçalves

Nova School of Business and Economics

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